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domingo, 1 de janeiro de 2017

Karl Jensen: Marxismo e Movimentos Sociais



Karl Jensen e os Movimentos Sociais

Nildo Viana

Resumo


Karl Jensen é um dos raros autores marxistas que busca desenvolver elementos para uma teoria dos movimentos sociais. Qual sua real contribuição para uma abordagem marxista dos movimentos sociais? Em suas Teses sobre os Movimentos Sociais, apresenta uma discussão teórico-conceitual que, embora breve, bastante interessante para compreender a análise marxista dos movimentos sociais. O autor apresenta uma compreensão desenvolvida do marxismo e usa tal domínio teórico para poder analisar os movimentos sociais. O resultado disso é um esboço de teoria dos movimentos sociais numa perspectiva marxista. Contudo, o estágio de “teses” de sua produção mostra que não se trata de uma obra desenvolvida e completa, fundamentada em pesquisas consolidadas. Não constituem uma teoria e sim alguns elementos que, uma vez desenvolvidos, se tornam uma teoria. Isso explica alguns pontos problemáticos em sua análise e que é preciso explicitar e analisar.

Palavras-chave


Marx, Movimentos Sociais, Marxismo, Grupos Sociais, Dialética.

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sábado, 21 de março de 2015

Protestos anticapitalismo paralisam Frankfurt

Protestos anticapitalismo paralisam Frankfurt

Milhares de ativistas anticapitalismo protestaram em Frankfurt contra o poder dos bancos e a política de austeridade nos países europeus. Polícia temia violência, mas protestos transcorreram pacificamente.

As manifestações do movimento "Blockupy" contra a atual política europeia de austeridade, realizadas em Frankfurt, acabaram de maneira pacífica. Segundo os organizadores, os protestos reuniram 25 mil manifestantes. A polícia estimou a presença de 20 mil pessoas.
O porta-voz do movimento, Roland Süss, celebrou o sucesso dos protestos, afirmando que "25 mil pessoas disseram hoje, no centro bancário da Alemanha, que esta política de empobrecimento de toda a Europa não está sendo feita em nosso nome".
O centro de Frankfurt ficou completamente paralisado, devido à presença de milhares de manifestantes e do grande número de policiais. O bairro onde se concentram os bancos na cidade foi completamente isolado, e forças policiais impediram o acesso às ruas próximas ao percurso da passeata, permitida oficialmente pelas autoridades locais.
 
Sede dos bancos, cidade é alvo de manifestantes

Partidos políticos criticam proibição
As facções A Esquerda, Verdes e Partido Social Democrata (SPD) criticaram as proibições de manifestações na cidade por parte da prefeitura de Frankfurt. Andrea Nahles, secretária-geral do SPD, defendeu ser correto "se manifestar sem violência contra a força destrutiva do mercado financeiro e contra o poder excessivo dos bancos". O presidente do partido A Esquerda, Klaus Ernst, anunciou consequências parlamentares e jurídicas em reação às medidas tomadas pela prefeitura local.
Steffi Lemke, do Partido Verde, defendeu também a realização de protestos pacíficos, lembrando que são os bens mais valiosos de uma democracia. "E estes bens não podem ser simplesmente cerceados sem uma explicação clara sobre as razões disso", completou Lemke.
Desrespeito à liberdade de se reunir
A social-democrata Nahles salientou, ainda, ser "terrível" a forma como a cidade lidou com os protestos, colocando em dúvida "o respeito ao direito de se reunir" que vigora no país. Segundo ela, Frankfurt é o lugar certo para falar em alto e bom som que o setor financeiro "tem também que, enfim, arcar com os custos da crise".
Com supostos temores de que o caos pudesse se instalar na cidade, as autoridades locais proibiram todos os protestos do movimento Blockupy contra bancos, capitalismo e a política contra a crise levada a cabo pela União Europeia. Exceto a manifestação ocorrida neste sábado, todos os outros protestos foram proibidos.
 
Cidade atraiu ativistas de diversos países

Apesar das proibições, diversos manifestantes contornaram o cerco policial e conseguiram protestar no centro de Frankfurt no decorrer dos últimos dias, ocupando em parte as praças centrais da região. A polícia prendeu diversos ativistas na última sexta-feira (19/05), sendo que uma centena deles ainda continua detida.
Estado de exceção
Durante os protestos do Blockupy na cidade, cerca de 5 mil policiais locais e das cidades vizinhas zelaram pela segurança pública, evitando barricadas e protestos em locais não permitidos. Muitas ruas no bairro onde se localizam as sedes dos bancos ficaram inacessíveis. Vários estabelecimentos comerciais preferiram fechar suas portas por medo de conflitos violentos entre manifestantes e policiais.
A aliança Blockupy é formada pela rede Attac, pelo partido A Esquerda no estado de Hessen e por diversas outras organizações. O conceito "blockupy" vem dos verbos em inglês block (bloquear) e occupy (ocupar).
SV/dpa, epd, dapd, afp
Revisão: Marcio Damasceno

Fonte: http://www.dw.de/protestos-anticapitalismo-paralisam-frankfurt/a-15963473

sábado, 14 de março de 2015

Seminário discute Movimentos Sociais na Contemporaneidade

O NPM - Núcleo de Pesquisa Marxista, está promovendo, na UEG-Uruaçu, um seminário sobre Movimentos Sociais.

Abaixo informações e link sobre este evento:

Link:
http://nucleodepesquisamarxista.blogspot.com.br/

Informações: